Apesar de trazer consigo enormes avanços e vantagens, a Rede também é um autêntico ninho de boatos e mexericos para os jornalistas crédulos e histórias divertidas para os Internautas que desejam propagá-las através de blogs ou redes sociais.
O pior de tudo é que em numerosas ocasiões, são as próprias agências de notícias as primeiras em dar credibilidade a fofocas deste calibre.
Poucos ingredientes são necessários para que um boato se espalhe na rede: um personagem famoso (quanto mais atual, melhor), uma história singular na qual também pode estar implicada outra celebridade, um pouquinho de pimenta e muita cara-de-pau para enviar o conto a uma agência da imprensa que possa lhe dar o devido crédito, ou então simplesmente passar diretamente à ação falsificando o logotipo da própria emissora de comunicados habitual. São as técnicas mais utilizadas por estes Internautas com o intuito de inventar histórias e de desfrutar ainda mais, quando jornalistas aparentemente sérios dão credibilidade à notícia e a publicam em seus meios de notícia.
Outro ingrediente fundamental para a literatura do boato é a morte. O homem do baú, Silvio Santos, já morreu pelo menos uma meia dúzia de vezes na Rede. Dercy, antes de realmente bater as botas foi "matada" mais de uma dezena de vezes na busca dos tão aguardados bolões "pés na cova" da rede. A bola da vez é Hebe Camargo.
Os experientes no assunto dizem que o problema está no meio. É que a Internet também é uma fábrica de histórias que correm por todo mundo a uma velocidade vertiginosa e o pior de tudo é que até 70% dos usuários da Rede dão crédito a estas histórias mirabolantes. Ainda bem que à mesma velocidade, estas pulhas virtuais são esclarecidas e tudo volta ao normal até a próxima ocasião.
A grande verdade é que nem tudo que se lê na Internet deve ser levado tão a sério. De fato, é melhor pensar que, na realidade, grande parte da informação da Rede simplesmente não é tão confiável dependendo do meio que a informa. Tentemos, então, ser mais céticos: desconfiar, buscar mais de uma fonte e verificar em vez de simplesmente engolir tudo - e, o que é pior, enviar para mais e mais pessoas histórias sem nenhum fundamento. E que ajudam apenas a entupir e dificultar o tráfego na Web.